Christmas Tree

Nada é por acaso nesta vida... já pensaram nisso?
O sol põe-se mais cedo.
Há menos tempo de luz solar e mais tempo de luar, de estrelas e de escuridão.
Há frio e vento na rua que nos empurram para dentro de casa.
Até a natureza se despe para se recolher dentro de si mesma.
Há menos vontade para fazer coisas e mais tempo para nos dedicarmos aos convites - convite a Ser.
Há uma certa preocupação com os presentes e ausentes, com quem tem menos e precisa mais. Há recolhas nos supermercados, iniciativas sociais.
Há vontades mais interiores de transformação. Acende-se uma esperança dentro de nós para algo grandioso, nobre, celestial. É o advento do coração à procura do melhor de nós que está para nascer.
Neste turbilhão desacelerado de movimentos podemos perder a estrela que nos guia e por isso é tão importante manter o foco no brilho, manter a luz acesa - nem que seja a da Christmas Tree.
Por tudo isto faz todo sentido acender mais luzes para recuperar a ausência da luz solar.
Por isso faz sentido que o tempo seja passado no aconchego da casa, da morada escolhida para descalçar os sapatos e vestir o pijama, as mantas e as pantufas.
Por isso nos aproximamos mais uns dos outros para conduzir o calor do corpo entre os movimentos apertados e aconchegados.
E dentro de nós surgem bolhas de bondade, de compaixão, de ternura... ficamos mais sensíveis e transparentes... até mais bonitos.
Surgem sorrisos, lágrimas, sensações, projeções de luz... surge o melhor de nós - o Amor.
E se o melhor de nós não for o Amor de que nos vale acender as luzes, entregar presentes, fazermo-nos presentes nas vidas dos outros, tornarmo-nos solidários...
De que nos vale o Amor se não for para Amar,
dar e saber receber,
devolver e transbordar,
transformar e transmutar,
acreditar e esperar
E Ser
Sempre SER
Independentemente do que acreditas ser o Natal, que este tempo seja de facto um tempo de Amor. Feliz Natal